13/08
Não sabia até onde meus joelhos aguentariam, vendo aquele rosto vingativo buscando meus olhos. Pensei que sentiria uma vertigem, podia ter desmaiado como sempre, - qualquer coisa - mas para minha infelicidade minha consciência ficou mais ligada ainda, e lembrei que a bateria do meu celular estava caída para um lado e a tampinha para outro naquele chão cheio de pedrinhas. E tive que me abaixar para ajuntar as 'peçinhas' do meu tijolo. Já era ruim ser uns 30 cm mais baixa que ele, mas ficar agachada perante aqueles 1.85 de altura era humilhante. Mas tive que fazê-lo, recolhi rapidamente a bateria e o celular, sem olhar pra cima e tentei montá-lo de volta na subida. Procurei uma forma de não enxergar aquilo, não parecia fazer sentido. Meus olhos captavam a imagem, mas meu cérebro não processava. Era, uma ilusão, não podia ser real, ele não podia estar ali... Podia?
- Posso falar com você? - ele cuspiu.
Era como se houvesse um enorme vazio dentro de mim, ao ouvir aquela voz sem emoção. Algo apertava minha garganta, como uma mão segurando minha passagem respiratória. Tentei o máximo que pude não tremer e me manter erguida, mas meus joelhos não correspondiam a minha autoridade. Eles insistiam em me desobedecer e faziam questão de balançar minhas pernas, sutil mais perceptivamente.
Ele alargou um sorriso forçado para mim. Eu sabia porque ele estava ali. Mais não conseguia acreditar. Estava mais lindo do que nunca, o cabelo levemente bagunçado com gel. Usava aquele perfume que eu havia dado no dia dos namorados. Vestia uma regata mostrando seu bíceps tão bem torneado, aonde o sol batia em sua pele bronzeada. Segurava um pedaçinho de ouro nas mãos. Era o anel. Aquele anel.
- Estou com pressa. Hoje não, Diego. - tentei não olhar para seus olhos.
- É rápido, prometo. - respondeu mais seco do que eu esperava.
Gabriella me olhava com uma felicidade imensa nos olhos. Inocentemente Gaby, esperava que voltássemos. Ela não sabia nem um terço de tudo que estava acontecendo entre nós, por isso insistia na nossa 'felicidade conjunta'.
Tentei fingir que estava entediada, distraida. Mas não estava tão confiante como na última vez que conversamos. Pensei que aquela seria a ultima vez que teria que enfrentá-lo, mas não era. Ele estava ali de novo. Quem sabe agora seria a ultima vez? Tentei manter o olhar baixo em meus joelhos que bambeavam cada vez mais.
- Pode falar - tentei ser o mais breve possível erguendo a cabeça.
- Antes de qualquer coisa... - ele suspirou procurando meus olhos - Só queria dizer que sempre te amei e que não era pra ser ...
- Deixe de ser ridículo Diego. - respondi nervosa - Se quiser conversar comigo, seja rápido e direto, tenho mais o que fazer...
- Você quem sabe, Laura. - ele respondeu num disparo, antes mesmo que eu pudesse colocar as reticências na minha frase. - Eu só vim mesmo pra te devolver isso. - ele balançou o anel com a mão abaixada na altura de meu rosto para que meus olhos pudessem alcançá-lo. Ele parecia crescer um centimetro a cada vez que o via. Estava alto de mais.
- Tudo bem então. - engoli a seco - Só isso?
Levantei as mãos para pegar o anel dos dedos dele, mais ele segurou minha mão com força e a colocou em seu peito.
- Quando você vai parar de me deixar assim? - ele perguntou levantando a sobrancelha esquerda e abrindo um sorriso malicioso. Se esgueirou para perto de mim e consguindo quebrar o clima tenso que estava entre nós. Já estava me hipnotizando, quando ele continou - Nunca?
Mas soltei bruscamente minha mão da dele, (acordando da hipnose) para não cair naquele efeito que ele produzia em meus batimentos cardíacos. E ordenei que eles parassem de bater no ritmo de uma escola de samba.
- O que você quer afinal, Diego? - E o anel se deixou escapar por entre nossos dedos e rolou um pouco pela rua e o seguimos com o olhar. Até que ele fez um circulo parou e caiu. Me apressei para pega-lo, mas ele me segurou pelo punho e nesse mesmo instante um carro passou apresado bem em cima do dourado do anel, numa velocidade incrivel.
- Você nunca presta atenção em nada. É muito desatenta. - e soltou minha mão com força.
Olhei furiosa nos olhos dele, odiava aquelas mudanças subotas de humor que ele tinha. Respirei o mais fundo que pude, fechei os olhos e assim que a lágrima caiu, virei o rosto para traz e tentei escapar de novo. Mas ele me segurou mais uma vez. Respirou fundo e revelou o que vinha tentando me dizer a dias.
- Olha Laura, - ele olhou fixamente no chão sem levantar a cabeça - eu já estou namorando.
Entendi o que queria dizer a expressão 'o chão desaparer dos pés'. Pensei que fosse ficar tonta, mas a última coisa que faria era perder a pose na frente dele. Expulsei todos os sinais de tontura do meu corpo e ordenei que ficaria de pé. E sem bambear as pernas. Levantei a cabeça e só faltei ficar na ponta dos pés para encara-lo.
- Sério? *-* E por que você não me conta os detalhes mais sórdidos, Dih? - sabia que ele odiava meu lado cínico. Sorri quando vi que isso o decepcionou. Então ele respirou fundo e para não se estressar tentou entrar no meu jogo.
- Bom - sorriu para minhas pernas que pararam de tremer - Já conhecia ela a um tempo, e estava muito afim de ficar com ela. Isso a um bom tempo também - fez questão de acentuar, grifar (me fazer entender bem) todas as últimas palavras e ficou muito satisfeito quando percebeu minha cara de reprovação e sem olhar no meu rosto continuou - Pedi um tempo com a minha namorada para ficar com ela. Mas ela foi mais esperta. Percebeu que tinha uma mulher no meio da história e terminou comigo antes que eu a traísse. - bufei, soltando meu pulso de sua mão mais bruta do que da ultima vez.
- Não diga? - segurei o choro - Que bom para você! Agora você ficará bem mais feliz - tentei ser o mais forte possível, mais minha voz já estava embriagada pelo choro que subia dentro de meu peito.
- Sim, ela é muito mais legal, inteligente, bonita. É melhor que minha ex em tudo. - ele sorriu o mais sarcástico possível deixando de olhar para baixo e encarando um carro que descia a rua com muita pressa - E o melhor, Laurinha - maldito diminutivo - ela não é virgem, - sussurrou - vai me dar todos os prazeres que minha namorada não me deu.
Espremi os olhos em seu rosto, e voltei a encarar o chão derrotada, sabendo que dessa vez mesmo se eu buscasse no mais fundo de minha intima autoridade corporal, não encontraria nenhuma forma para que minhas penas não tremessem dessa vez, muito menos uma resposta ao alcance maldoso da que ele me derá. Com apenas uma frase ele acabara comigo. Descera de mais o nível. Não estava mesmo esperando por essa.
- Parabéns, Diego - respondi depois de um tempo - Fico muito... Feliz por você... - limpei a gota que escorreu pela minha bochecha.
- Não é o máximo? - ainda olhava para rua distraido - Pena que não precisava ser assim eu amava tanto minha namorada, mas ela vivia dizendo que agente nunca ia dar certo e... - derrepente focou os olhos em mim, e num subito como se despertasse, percebeu o que fez. Olhou meu rosto e viu minha fraqueza. No mesmo instante parou de brincar - se é que realmente estava brincando - Onde estava meu cinismo, minha autoridade, minha força agora, quando mais precisava dela?
Me virei bruscamente para pegar aquele maldito anel, quando percebi que ele iria enxugar minhas lágrimas, mas ele me segurou mais uma vez. Só que agora nos meus dois pulsos. Foi um movimento tão brusco e rápido que cambaleei e quase cai se ele não tivesse me puxado para cima.
- Laura. - ele soltou a mão direita de um dos meus pulsos e colocou em minha costas, esfregou a mão levemente em minha coluna, e me ergueu em um só movimento. Tentei olhar para ele mais estava furiosa e nem conseguia levantar os olhos. Mas ele puxou meu rosto e virou para ele. E ficamos nos olhando, não sei por quanto tempo. Em silêncio. E aquele maldito brilho nos olhos vermelhos dele voltou com as lágrimas beirando o lado direito de seu olho desafiando a lei da gravidade. Ainda iria descobrir como ele fazia aquilo.
- Por favor, me solta. - eu não tinha mais nenhum controle sob meus dutos lacrimais, eles jorravam água, nesse ponto da conversa. E aos soluços tentei me soltar dele. Fiz tanta força que consegui.
E corri. Corri sem olhar para os lados e atravessei aquela rua tentando pegar o anel, caído no chão. Não sentia mais nada dentro do peito. Nem o chão estava sentindo ainda. Apenas corri com aquele vazio. Um vazio, que de milésimo de segundo em milésimo de segundo era preenchido por um pranto que me fazia soluçar. Como ele podia ter falado aquilo para mim, com tanta audácia? Com tanta coragem? O anel parecia estar cada vez mais longe. Corria para alcançá-lo, mas parecia que nunca chegava mais perto. Estava enlouquecida, transbordando de mil sentimentos que talvez até eu desconhecesse. Havia de tudo em minha cabeça. Mas nada em meu peito. Apenas o vazio. Um nada. Um nada que incomodava profundamente.
Pensei ter ouvido a voz dele gritando meu nome, mas talvez esse vazio bloqueava até os meus sentidos. E pensei que fosse coisa da minha cabeça. Ao chegar ao ponto onde o anel estava caído me abaixei para pega-lo. Estava tão inconsciente que não havia notado um vento chegando atrás de mim. Não estava tão frio. Mas antes de pensar sobre o clima do dia, senti a presença de algo incrivelmente rápido deslizando na rua nchegando em minhas costas.
Foi tudo muito rápido e quando me virei jurei a mim mesma que era tarde de mais. O barulho agudo da buzina estava tão próximo que podia ter me ensurdecido. Nunca havia visto um pára-choque em movimento tão perto do meu nariz. E provavelmente seria a ultima vez que veria...
(continue) ;*
- Posso falar com você? - ele cuspiu.
Era como se houvesse um enorme vazio dentro de mim, ao ouvir aquela voz sem emoção. Algo apertava minha garganta, como uma mão segurando minha passagem respiratória. Tentei o máximo que pude não tremer e me manter erguida, mas meus joelhos não correspondiam a minha autoridade. Eles insistiam em me desobedecer e faziam questão de balançar minhas pernas, sutil mais perceptivamente.
Ele alargou um sorriso forçado para mim. Eu sabia porque ele estava ali. Mais não conseguia acreditar. Estava mais lindo do que nunca, o cabelo levemente bagunçado com gel. Usava aquele perfume que eu havia dado no dia dos namorados. Vestia uma regata mostrando seu bíceps tão bem torneado, aonde o sol batia em sua pele bronzeada. Segurava um pedaçinho de ouro nas mãos. Era o anel. Aquele anel.
- Estou com pressa. Hoje não, Diego. - tentei não olhar para seus olhos.
- É rápido, prometo. - respondeu mais seco do que eu esperava.
Gabriella me olhava com uma felicidade imensa nos olhos. Inocentemente Gaby, esperava que voltássemos. Ela não sabia nem um terço de tudo que estava acontecendo entre nós, por isso insistia na nossa 'felicidade conjunta'.
Tentei fingir que estava entediada, distraida. Mas não estava tão confiante como na última vez que conversamos. Pensei que aquela seria a ultima vez que teria que enfrentá-lo, mas não era. Ele estava ali de novo. Quem sabe agora seria a ultima vez? Tentei manter o olhar baixo em meus joelhos que bambeavam cada vez mais.
- Pode falar - tentei ser o mais breve possível erguendo a cabeça.
- Antes de qualquer coisa... - ele suspirou procurando meus olhos - Só queria dizer que sempre te amei e que não era pra ser ...
- Deixe de ser ridículo Diego. - respondi nervosa - Se quiser conversar comigo, seja rápido e direto, tenho mais o que fazer...
- Você quem sabe, Laura. - ele respondeu num disparo, antes mesmo que eu pudesse colocar as reticências na minha frase. - Eu só vim mesmo pra te devolver isso. - ele balançou o anel com a mão abaixada na altura de meu rosto para que meus olhos pudessem alcançá-lo. Ele parecia crescer um centimetro a cada vez que o via. Estava alto de mais.
- Tudo bem então. - engoli a seco - Só isso?
Levantei as mãos para pegar o anel dos dedos dele, mais ele segurou minha mão com força e a colocou em seu peito.
- Quando você vai parar de me deixar assim? - ele perguntou levantando a sobrancelha esquerda e abrindo um sorriso malicioso. Se esgueirou para perto de mim e consguindo quebrar o clima tenso que estava entre nós. Já estava me hipnotizando, quando ele continou - Nunca?
Mas soltei bruscamente minha mão da dele, (acordando da hipnose) para não cair naquele efeito que ele produzia em meus batimentos cardíacos. E ordenei que eles parassem de bater no ritmo de uma escola de samba.
- O que você quer afinal, Diego? - E o anel se deixou escapar por entre nossos dedos e rolou um pouco pela rua e o seguimos com o olhar. Até que ele fez um circulo parou e caiu. Me apressei para pega-lo, mas ele me segurou pelo punho e nesse mesmo instante um carro passou apresado bem em cima do dourado do anel, numa velocidade incrivel.
- Você nunca presta atenção em nada. É muito desatenta. - e soltou minha mão com força.
Olhei furiosa nos olhos dele, odiava aquelas mudanças subotas de humor que ele tinha. Respirei o mais fundo que pude, fechei os olhos e assim que a lágrima caiu, virei o rosto para traz e tentei escapar de novo. Mas ele me segurou mais uma vez. Respirou fundo e revelou o que vinha tentando me dizer a dias.
- Olha Laura, - ele olhou fixamente no chão sem levantar a cabeça - eu já estou namorando.
Entendi o que queria dizer a expressão 'o chão desaparer dos pés'. Pensei que fosse ficar tonta, mas a última coisa que faria era perder a pose na frente dele. Expulsei todos os sinais de tontura do meu corpo e ordenei que ficaria de pé. E sem bambear as pernas. Levantei a cabeça e só faltei ficar na ponta dos pés para encara-lo.
- Sério? *-* E por que você não me conta os detalhes mais sórdidos, Dih? - sabia que ele odiava meu lado cínico. Sorri quando vi que isso o decepcionou. Então ele respirou fundo e para não se estressar tentou entrar no meu jogo.
- Bom - sorriu para minhas pernas que pararam de tremer - Já conhecia ela a um tempo, e estava muito afim de ficar com ela. Isso a um bom tempo também - fez questão de acentuar, grifar (me fazer entender bem) todas as últimas palavras e ficou muito satisfeito quando percebeu minha cara de reprovação e sem olhar no meu rosto continuou - Pedi um tempo com a minha namorada para ficar com ela. Mas ela foi mais esperta. Percebeu que tinha uma mulher no meio da história e terminou comigo antes que eu a traísse. - bufei, soltando meu pulso de sua mão mais bruta do que da ultima vez.
- Não diga? - segurei o choro - Que bom para você! Agora você ficará bem mais feliz - tentei ser o mais forte possível, mais minha voz já estava embriagada pelo choro que subia dentro de meu peito.
- Sim, ela é muito mais legal, inteligente, bonita. É melhor que minha ex em tudo. - ele sorriu o mais sarcástico possível deixando de olhar para baixo e encarando um carro que descia a rua com muita pressa - E o melhor, Laurinha - maldito diminutivo - ela não é virgem, - sussurrou - vai me dar todos os prazeres que minha namorada não me deu.
Espremi os olhos em seu rosto, e voltei a encarar o chão derrotada, sabendo que dessa vez mesmo se eu buscasse no mais fundo de minha intima autoridade corporal, não encontraria nenhuma forma para que minhas penas não tremessem dessa vez, muito menos uma resposta ao alcance maldoso da que ele me derá. Com apenas uma frase ele acabara comigo. Descera de mais o nível. Não estava mesmo esperando por essa.
- Parabéns, Diego - respondi depois de um tempo - Fico muito... Feliz por você... - limpei a gota que escorreu pela minha bochecha.
- Não é o máximo? - ainda olhava para rua distraido - Pena que não precisava ser assim eu amava tanto minha namorada, mas ela vivia dizendo que agente nunca ia dar certo e... - derrepente focou os olhos em mim, e num subito como se despertasse, percebeu o que fez. Olhou meu rosto e viu minha fraqueza. No mesmo instante parou de brincar - se é que realmente estava brincando - Onde estava meu cinismo, minha autoridade, minha força agora, quando mais precisava dela?
Me virei bruscamente para pegar aquele maldito anel, quando percebi que ele iria enxugar minhas lágrimas, mas ele me segurou mais uma vez. Só que agora nos meus dois pulsos. Foi um movimento tão brusco e rápido que cambaleei e quase cai se ele não tivesse me puxado para cima.
- Laura. - ele soltou a mão direita de um dos meus pulsos e colocou em minha costas, esfregou a mão levemente em minha coluna, e me ergueu em um só movimento. Tentei olhar para ele mais estava furiosa e nem conseguia levantar os olhos. Mas ele puxou meu rosto e virou para ele. E ficamos nos olhando, não sei por quanto tempo. Em silêncio. E aquele maldito brilho nos olhos vermelhos dele voltou com as lágrimas beirando o lado direito de seu olho desafiando a lei da gravidade. Ainda iria descobrir como ele fazia aquilo.
- Por favor, me solta. - eu não tinha mais nenhum controle sob meus dutos lacrimais, eles jorravam água, nesse ponto da conversa. E aos soluços tentei me soltar dele. Fiz tanta força que consegui.
E corri. Corri sem olhar para os lados e atravessei aquela rua tentando pegar o anel, caído no chão. Não sentia mais nada dentro do peito. Nem o chão estava sentindo ainda. Apenas corri com aquele vazio. Um vazio, que de milésimo de segundo em milésimo de segundo era preenchido por um pranto que me fazia soluçar. Como ele podia ter falado aquilo para mim, com tanta audácia? Com tanta coragem? O anel parecia estar cada vez mais longe. Corria para alcançá-lo, mas parecia que nunca chegava mais perto. Estava enlouquecida, transbordando de mil sentimentos que talvez até eu desconhecesse. Havia de tudo em minha cabeça. Mas nada em meu peito. Apenas o vazio. Um nada. Um nada que incomodava profundamente.
Pensei ter ouvido a voz dele gritando meu nome, mas talvez esse vazio bloqueava até os meus sentidos. E pensei que fosse coisa da minha cabeça. Ao chegar ao ponto onde o anel estava caído me abaixei para pega-lo. Estava tão inconsciente que não havia notado um vento chegando atrás de mim. Não estava tão frio. Mas antes de pensar sobre o clima do dia, senti a presença de algo incrivelmente rápido deslizando na rua nchegando em minhas costas.
Foi tudo muito rápido e quando me virei jurei a mim mesma que era tarde de mais. O barulho agudo da buzina estava tão próximo que podia ter me ensurdecido. Nunca havia visto um pára-choque em movimento tão perto do meu nariz. E provavelmente seria a ultima vez que veria...
(continue) ;*

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